Face do Holocausto02 Periferia1.608 plays
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    Leandro Coelho

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    02 Periferia

    Jefferson Santos

    Seja bem vindos a periferia
    A coletânea de bairros pobres esquecida
    Por toda burguesia, comendo sempre arroz, feijão farinha
    Equilibrados em quaisquer barracos feitos de qualquer jeito
    E você pode crê que a maioria que moram por aqui são negros
    Ralando e se fodendo, e o governo vem e bate palmas é isso mesmo
    Na precariedade eu vejo um grupo de moleques escuros só de short
    Correndo pelas ruas se divertem como podem
    Quando criança é o herdeiro a cara do pai
    Mas quando crescem decepção mãe
    Fim de carreira após uma sessão de tiros e a conclusão
    É lagrimas e dor no coração
    A expansão comercial das drogas aqui é grande e forte
    Os caras se acabam o cheiro da morte exala, mas que nada
    A malandragem ativa e muito louca só fuma e cheira a boa
    A mente entorpecida voa alguém que a visa não compartilhar do grupo
    Mas se quiser chegue mais junto
    Ninguém garante volta muito menos o futuro
    A segurança é muito pouca a violência acontece em pleno dia numa boa
    Mas essa é minha área meu espaço onde fui criado e rejeitado
    Lembrado só na eleição e muitos por aqui ainda sonham com a tal solução
    A vida na periferia não é nada engraçada
    A violência invadida dominando nossas casas
    E como sempre os inocentes pagam
    Não devem, mas se calam
    O samba rolava legal na porta do bar
    Não dava para imaginar, mas tudo acabou
    Foi a policia que chegou a paz que imperava terminou
    O anti-profissionalismo, agressão
    Sejam bem vindos à casa do cão
    Fdh assino embaixo então preste atenção

    Diga se a verdade não está sendo dita
    Periferia é periferia não importa o dia

    Mas que merda a nossa vida é reduzida a zero
    Mas assim sim mesmo sobrevivemos, como podemos
    Aqui no centro bem no meio do inferno, pra ser sincero
    Gosto daqui porque foi aqui que fui criado, lição n°1
    Ficar ligado, não sou otário, não jogo o jogo com baralho de safados
    É sempre a mesma cena todo ano, colégios reformados
    É professor em greve; alunos aprovados mal preparados
    Conveniência pro estado, o centro social urbano vive na precariedade
    Eles não têm pra eles que dirá para a comunidade
    E mesmo na calamidade milhões que ganha com honestidade
    Bem antes de amanhecer busão lotado, não pede nem sonha em atraso
    Esquema de transporte desorganizado... E com ou sem café lá vão
    Eu tenho uma família eu tenho que ganhar o pão
    A gente sobrevive na calamidade e quem conhece e sabe
    Ser condenado à marginalidade, vida de miserável excluído é grave
    A burguesia viram as costas, fecham as portas e se mantém distantes
    Mantém seu filho longe do sangue do fulano que não teve sorte
    Ou da risada cara do irmão cansado e pobre, a maquiagem o suor que escorre
    Se ligue um corpo é encontrado, bem perto de outras ossadas
    Informação de área de desova confirmada foi o que deu lá na 1°pagina
    Coisa do dia-a-dia, rotina da periferia o submundo antissocial
    Pra ser sincero eu nunca vi o gueto no cartão postal
    Favela a minha vida toda foi aqui gosto daqui
    Pra quem me diz que um fracasso social eu não estou nem aí

    Diga se a verdade não ta sendo dita
    Periferia é periferia não importa o dia

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    Release

    Inicio
    A banda foi formada no meado de 2004, após o vocalista se dirigir até ensaio de um grupo também de rap, o qual desenvolvia o mesmo papel (vocalista e letrista) e pedir seu desligamento, no início estava na duvida se seria a formação de uma banda ou base (instrumento pré-gravado), mas após uma conversa com seu cunhado que na época encarou a guitarra decidiu-se pela banda.
    Nome da banda.
    A principio as pessoas ficam um pouco meio receosas quanto ao nome da banda, muitas nem perguntam o porquê e fazem pré-julgamento. Face do Holocausto foi o nome dado referente ao estilo de vida que nós periféricos, vivemos o desajuste social que cria todo tipo de mazelas a vida violenta o qual todos nós estamos expostos, e que nós somos ...

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