Porteira Fechada

Pedro Ornellas

Da curva da estrada avistei a porteira
de um pau de arueira que meu pai lavrou
voltaram lembranças fazendo alvoroço
do tempo moço que longe ficou
Mas minha alegria virou desespero
ao ver o letreiro que alguém colocou,
também a corrente e a porteira trancada,
a frase estampada meu peito gelou
dizia o letreiro “Proibida a Entrada”
na face marcada meu pranto rolou.

Porteira fechada, proibir é maldade
que eu mate a saudade do antigo lar
também há um letreiro de 'entrada proibida'
que o tempo pregou na porteira da vida
e à infância perdida não posso voltar.

Lembrei-me do tempo que o sítio era nosso
e que já nem posso rever hoje em dia
quem fosse chegando levantava a tranca,
a entrada era franca e ninguém proibia
estranhos e amigos chegando era certo,
de braços abertos a gente acolhia
hoje eu quis voltar e não tive sucesso,
magoado confesso essa dor não previa...
Porteira fechada, em meu triste regresso
negar-me o acesso é uma estranha ironia!

Porteira fechada, proibir é maldade
que eu mate a saudade do antigo lar
também há um letreiro de 'entrada proibida'
que o tempo pregou na porteira da vida
e à infância perdida não posso voltar.

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Dois poetas consagrados e autores de centenas de músicas
unem suas vozes para resgatar a verdadeira música caipira.

Campos Sales:Pioneiro de rádio e televisão, atuou ao lado
de grandes nomes como Luiz Gonzaga, Tonico e Tinoco,
José Fortuna, João Pacífico e tantos outros.

Pedro Ornellas: Dezenas de músicas gravadas por
intérpretes como Dino Franco e Mouraí, Pedro Bento e
Zé da Estrada, Celita, Trio Carga Pesada, etc.

Ambos têm centenas de premiações em concursos de
trovas em todo o Brasil e exterior.
.
"Música de verdade têm que ter conteúdo, sentimento,
mensagem… tem que ter começo, meio e fim"