Tribo da PeriferiaViver Sem Segredo261.289 plays
Publicidadeiniciando próxima música em Pular anúncio
Publicidade
Publicidade
pular anúncio
cancelar

Seu comentário foi publicado. Visualizar

Iniciando música ~ em
    1 / 99

    Entre a Vida e a Morte

    Tribo da Periferia

    De repente o clima pesa, não entende mais nada
    A noite estava completamente mudada
    Muitos mulekes cheiravam no banheiro da escola
    Fazia fila no bagulho pra dar uma bola

    Refletindo memórias e abastecer a moral
    Neguinho com a mão na cintura fazendo cara de mal
    Sobrevivendo neste meio do vício maldito
    Aprendeu tudo de errado, por isso eu mesmo me ensino

    Por enquanto considerado apenas um igual
    São vários da roda, extinção de paga pau
    Seu sonho ser um traficante respeitado, vida eterna
    Chegados pra todos os lados

    Muito dinheiro , muitas armas, muita munição
    Muitas mulheres , um Opala , um casarão
    Profissão perigo...roubos, latrocínios
    Se tudo fosse assim tão fácil, tão tranquilo

    Mas o destino se armava, a sua mente mudava
    Os conselhos de seus pais não serviam mais pra nada
    E na escola já não era aquele inofensivo
    Rapidamente desprezava seus antigos amigos

    Só pensava em maldade ... roubos, assaltos e drogas
    Nada te regenerava véi , o crime é foda
    Seus aliados agora assassinos e traficantes
    Diferença de idade, tô ligado, é muito grande

    Parou de estudar, estava em todo lugar
    Bem notado na quebrada, já dá pra imaginar
    Pisante de marca, altos panos da hora
    Antes da janta ascende uma bomba aí, decola

    Na alucinação é, muita atenção
    Ficar ligado que na quebra tem bicudo de montão
    O ferro carregado no bolso da jaqueta
    Um bom motivo e um mal momento ... caixão e vela preta

    Saia de vez da vida do crime
    A volta da morte não subestime
    Tem que respeitar a lei
    Antes que digam amém

    Saia de vez da vida do crime
    A volta da morte não subestime
    Esqueça o mal que passou
    O exemplo que ficou

    Muleke, atitude se ilude no crime
    Vida pacata, honestidade é quem define
    Estava apenas começando a sua vida criminal
    Muitas drogas da bocada onde ele era o tal

    Arsenal pesado, buracos na parede
    Testam as armas que se compram que se vendem
    Seus pais se preocupavam, não ia mais em casa
    Passava dias na rua, não pensava em mais nada

    O tráfico grande, vários pontos espalhados
    Vela, cocaína, baseado, filho parado
    Muito dinheiro, tinha tudo o que queria
    Mas hoje é um, amanhã é outro dia

    Arrumou uma dona por quem se apaixonou
    A gravidez estava prestes, quatro meses se passou
    A barriga da mina já estava bem visível
    Queria ver o seu filho o mais breve possível

    Comprou todo enxoval, fez o quarto do muleke
    Aguardar mais uns meses pra ver o seu pivete
    Mas um imprevisto na quebrada ... num tiroteio
    Seu sonho agora se transformou em pesadelo

    Bala perdida, atingiu o crânio da menina
    Apenas um disparo acabar com duas vidas
    Recomeçar de novo, sozinho novamente
    Nesse clima pesado, culpados e inocentes

    Morrem a cada dia, periferia subestima as leis
    Em cada quadra da favela tem um rei
    E nesse meio estava aquele rapaz
    Injuriado com uma miséria a mais

    De ver sua família terminar antes de começar
    Como será que essa história vai acabar?

    Saia de vez da vida do crime
    A volta da morte não subestime
    Tem que respeitar a lei
    Antes que digam amém

    Saia de vez da vida do crime
    A volta da morte não subestime
    Esqueça o mal que passou
    O exemplo que ficou

    Retornava a bocada, assim continuava
    Vida precária, tráfico de drogas, armas
    Muitos se separavam, guerra também não faltava
    Favela contra favela, quadra contra quadra

    Pegou sua carreta aos 18 de idade
    Um Opala, seu sonho virou realidade
    “Vou por a guerra em dia”. Cinco caras no carro
    Todos prontos pra jogar ou ser jogado

    Rolé na outra quebrada, estava ali a rodinha
    Os irmãozinhos se acabando, cheirando cocaína
    Muito tiro disparado: PT e Oitão
    Antes hoje então, fizeram regaço

    Bala pra todos os lados, muita munição
    Alguns tentaram fugir, mas não tiveram espaço
    Uns caídos e outros rastejando, é embaçado
    A atração da rua hoje é ver o sangue espalhado

    Jogar ou ser jogado, eis a questão
    No mundo do crime é cadeia ou caixão
    Viraram a esquina e os canas já tavam em cima
    Rotina se repete, Hã ... balas perdidas

    Acertaram um muleke, não tinha nada a ver
    No mesmo local , ele veio a falecer
    Continuava a guerra, mais um corpo no chão
    Chacina do caralho, irmão matar irmão

    A polícia mete ficha acertaram o motorista
    Morte cerebral, um Opala sai da pista
    Várias capotadas quem tava dentro já era
    Hoje segue o seu destino a 7 palmos da terra

    Saia de vez da vida do crime
    A volta da morte não subestime
    Tem que respeitar a lei
    Antes que digam amém

    Saia de vez da vida do crime
    A volta da morte não subestime
    Esqueça o mal que passou
    O exemplo que ficou

    Músicas mais acessadas

    Álbuns e Singles/EPs  (5)

    Fotos (4)

    Clipes (24)

    Release

    O grupo brasiliense Tribo da Periferia ou simplesmente TRIBO, para seus milhões de
    fãs por todo território nacional, foi fundado no início de 1998 por seu vocalista Duckjay.
    Nascido em Planaltina (DF), o grupo é reconhecido por todo o Brasil e se destaca pela
    inovação e criatividade em suas composições.

    Duckjay (Luiz Fernando da Silva), criador da Tribo, é brasiliense, além de
    cantor, é autor e produtor musical de suas músicas. Duckjay começou a compor ainda
    muito jovem e hoje, em parceria com seu amigo Look, também cantor e compositor,
    formam a Tribo.

    Em seus 20 anos de sucesso o grupo Tribo é considerado como um dos percussores
    do rap nacional, conta com mais de Dois milhões de inscritos em seu canal oficial,
    suas musicas, com letras que falam de ...

    Continuar lendo>>