SouriA Ponto (Não vem Falar)1.734 plays
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    Bruno Ribeiro

    (71) 3374-9401 | (71) 8663-6812

    A Ponto (Não vem Falar)

    Souri

    A cada segundo na sombra do escuro
    Se constrói o muro que divide o mundo
    E no fundo reflete o olhar inseguro
    No túnel da luz ofuscante, E o futuro
    Se manté no rumo cujo o resumo
    É o imundo ao extremo profundo do impuro
    Eo bruto infortúnio do luto absurdo
    Liquida a esperança em um tempo mais curto

    Tirando o que nos resta, na desculpa indigesta
    Deixanto a fúria se tornar uma depressão funesta
    Quem não se manifesta, ainda assim contesta
    Mas faz descaso do fato que a vida é desonesta

    E os matadores de sonho ficam felizes, suponho
    Pela inveja que habita o realismo tristonho
    Então enfronho e proponho, afirmo firme e exponho
    Que a liberdade não está nesse fordismo enfadonho

    E o que provoca a derrota, transforma o choro em chacota
    É a persistência e a paciência que com o tempo se esgota
    Quando o que sangue denota, perd o valor e desbota
    A negligência e a indecência viram tema de anedota


    Mas vai falar, não vem falar
    Que você é manipulável a ponto de acreditar


    Quem lida com a vida já sabe a medida
    Da dose devidade entrada e saída
    E nunca duvida de quem não revida
    Mas não se intimida em missão suicida
    E depois de cumprida, sarada a ferida
    Levanta e se apronta ora luta seguida
    Não tem recaída por mais dolorida
    Que seja viver a vida destemida

    Certo sobre o que fala, e o que a idéia exala
    Reverbera pelo universo e nunca mais se cala
    Abala quem inala, multiplicando a escala
    E não resvala do objetivo o qual propala

    Sabe que a hora é agora e não suporta a demora
    Embora sinta que o clima não melhora lá fora
    Vê tudo aquilo que adora se despedindo, indo embora
    E a dor que mora lá dentro de uma vez por todas aflora

    O ódio sobre pra mente, hostilizando o ambiente
    Fica evidente a eminência de um mero acidente
    De proporção inexistente, com causa inconsequente
    Levando a frente o contigente indesejável do presente


    Mas vai falar, não vem falar
    Que você é manipulável a ponto de aceitar


    Sistema sinistro, seu rosto não passa de mais um registro
    E o risco do vício, lançado no espaço com a força de um míssil
    Aí fica difícil, o ciclo se fecha e se perde do início
    Do que é fictício, na real cada qual usa seu artifício

    Do modo que convém, calculando o porém
    E se abstém do que o mantém como próprio refém
    Se desfaz do desdém, e o coração retém
    O que restou do bem que quase ninguém tem também

    E toma o rumo do Norte, ceto de que ainda é forte
    Embora note sutilmente que talvez não suporte
    Por mais que a estrada entorte, no vale escuro da morte
    Conta com a própria coragem e mais uma dose de sorte

    Enfrenta o frívolo esnobe, de alma e espírito pobre
    Sem murmurar que o sacrifício englobe uma causa nobre
    Ainda que a vida lhe cobre, a mais do que o sangue sobe
    Usa as falácias que descobre pra que a massa não manobre


    Mas vai falar, não vem falar
    Que você é manipulável ao ponto de aceitar

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    Release

    Souri começou a escrever seus primeiros poemas ainda na adolescência, mas costumava jogá-los fora depois de alguns dias. Sempre sentiu-se atraído pela música, e aos dez anos de idade já estudava sozinho os mais diversos instrumentos.
    Era notável seu engajamento e sua maturidade precoce, além de sua criatividade e talento para a arte. Foi aí então que decidiu envolver-se de vez com a música como forma de expressar suas crenças, seus sonhos e suas angústias.

    Trazendo uma nova proposta de rap, com versos bem elaborados e bases agressivas, fala sobre como encarar os diferentes aspectos da vida e continuar levando à frente seus objetivos.



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