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Astronaves No Azulejo

Professor Cão

Não hei de incomodar-me em meu interno
Com as injúrias que despejas
Ou com as marcas de cães do inferno
Mas com as raças das cervejas

Agradeço ao contato com a gurizada
Dos mais altos escalões celestiais
Na telepatia, pois a boca era usada
Pra deglutir os cereais

E só aqui nos submundos inóspitos da consciência
É onde há o direito de um grito menos frágil
E um corpo menos denso
Deixa a criança chorar

Eu sempre as seguia com destreza
Não eram mais velozes que a visão
Tinha vez que uma sumia e eu quase tinha toda certeza
Que ela ia pra uma outra dimensão

E não peças que a ti me aconchave
Pra explicar meu medo há mil maneiras
Mas jamais me avexo com tanta astronave
Formiguinhas ainda são ligeiras

E só aqui nos submundos inóspitos da consciência
É onde há o direito de um grito menos frágil
E um corpo menos denso
Deixa a criança chorar

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Release

Em seu primeiro álbum solo, o Professor Cão reúne canções compostas no decorrer de alguns bons anos em que pode lapidar com cuidado as principais ideias contidas nesse trabalho.

As letras têm uma forte simbologia mística, que aponta para o caráter ilusório da existência. Segundo o autor, “um certo budismo ufológico da magia druida cristã, que tende para uma visão antissocial darwiniana sob a penumbra literária tenaz de escritores como Dalton Trevisan.”

Mas talvez isso não passe de um alucinado exagero do Cão. Fato, é que depois de alguns anos longe dos palcos, isolado de si mesmo, escondendo-se como um lacertídeo dentre as grandes rochas magmáticas das montanhas do sul de Minas Gerais, nutrindo-se de cactos e jatobás, mergulhado nos estudos da alquimia celeste correlacionada aos cantantes seres profusos nas ...

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