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Pedro Antonio

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Da tradicional toada mineira à desgastada balada urbana, o cantor, compositor e instrumentista Pedro Antônio resolveu abrir o jogo em Carta ao velho Rosa. Está lançando seu primeiro disco solo independente desde que trocou São Paulo pela Paracatu natal. ?Viver, amigo Rosa/ Se já era perigoso, ficou muito mais custoso, não se arranja nem peão/ Já não posso com mais nada, minha velha já nem fia/ Então a gente desconfia que é o fim dessa meada?, desabafa já na faixa-título. Com mais de sete minutos de duração, para a surpresa do artista, a canção costuma tocar em emissoras de rádio do Noroeste mineiro.

Produzido pelo paulistano Luiz Waack, ex-guitarrista de Itamar Assumpção, e distribuído nacionalmente pela Tratore, o disco, explica Pedro, deu-lhe a oportunidade de manifestar a influência do autor de Grande sertão: veredas em sua música, de sonoridade assumidamente interiorana, porém com capacidade de tocar ouvintes universalmente.

?A faixa-título já vinha sendo trabalhada em festivais?, revela o cantor. Para se adaptar mais adequadamente ao universo de Guimarães Rosa, aderiu à viola há cerca de dois anos. ?Relutei um pouco, pois não queria ser mais um violeiro, mas acabei me dando uma de presente, depois de ganhar a letra de Joana, de Consuelo de Paula?, conta.

Galba (São sertões), Zé Alexandre (Alpendre), Luiz Salgado e Adolfo Figueiredo (Carta ao velho Rosa), Paulo Delfino (Morenamérica), Luiz Salgado e Antônio José Guimarães (De lua e chuva), Luiz Salgado e Adolfo Figueiredo (Pomar) são os outros parceiros da empreitada rumo ao universo mágico de Guimarães Rosa. Sozinho, Pedro assina as faixas Pedrinhas, Palavras não, Procurando paz, Cipreste, Cantadores do cerrado, Além do nariz e Ontem é hoje, amanhã já passou.

A fazenda herdada no município de Guarda-Mor, vizinho a Paracatu, e a saturação do mercado profissional paulistano convenceram Pedro Antônio a voltar à terra natal, deixando a carreira no grupo Terramérica, de música latino-americana. Paralelamente à carreira solo, o cantor prossegue com o grupo Minas das Minas (com o qual morou dois anos em Portugal).
A falta de espaços para shows no interior de Minas levou o artista a criar, em parceria com o Sindicato Rural de Paracatu, o projeto Vida de viajante, que tem contribuído para movimentar vida cultural da cidade de 88 mil habitantes. ?É trabalho de formiguinha?, conclui.

(Fonte: Jornal "O Estado de Minas")