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Reino dos Desconhecidos

Diogo Lima

Tão jovem tornou-se um rei,
De um povo faminto e infeliz
De campos estéreis que um dia
O verde ficar não mais quis

Ingênuo e sem compreender
A tal diferença que viu
Seu povo sem ter de comer
E ele sem mais conseguir

Um dia juntou o seu povo
Pão pôs-se a distribuir
E deu-lhes moedas de ouro
Teatro pra se divertir

E o pobre não era mais pobre
E o nobre não era mais quem
Tomava as moedas que hoje
Fez nobre um pobre alguém

Tomados de cólera os ricos
Vieram ao reino inventar
Que o rei tinha dado de tudo
E o céu para o povo ia dar

E o povo cobra o céu do rei

Dou-lhes o ouro, teatro e o pão
E tudo que alcança a minha mão
Dou-lhes o ouro, o trigo e o pão
E o céu só pertence a quem não notar só o chão

E o jovem rei,
Que contava as estrelas e olhava pro céu
Não foi capaz de cumprir
O que a mentira prometeu

E todos tão cegos de ira
Ao rei se atiraram cruéis
Esquecidas foram suas palavras
Tomados foram seus anéis

E só os anéis

Refrão

E o verde de novo sumiu
E o chão novamente refletiu
O rosto de um povo que quis
O céu quando nunca se viu

E o rei que era jovem e ingênuo
Sabia das Leis, no entanto
Expulso ele foi do seu reino
E o céu recebeu seu encanto

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"ÓperaPingüim: as mais lindas melodias, harmonias ricas, instrumental primoroso e… Poesia! Um som que nos faz sonhar e nos mantém bem acordados também; energia e lirismo em altas doses para divertir sem esquecer que música é Arte."