Contrate

O Menino De Rua Não Pode Morrer

Mombaça

Eu cheguei da Bahia
Araketu, Olodum, Muzenza, Ghandi
Não deixei de tomar Ilê-ayê abenção Vovô
Eu fui lá no Afonjá pra fazer a cabeça
E depois desfilar no Orunmilá, no Agbara
Na Mangueira Flor do Amanhã
Eu vi menino de rua
Cola na mão ginga no corpo
E muita bala na agulha, muito calibre no bolso
Nossos odores dos corpos perfume que atrai
Nosso cachimbo da paz
Vem pra cá, vem fumar Kizomba
Um pagode coerente responde presente às lutas do povo
Vem singrando os mares e sendo Palmares Na trilha do samba
Nosso bloco tem voz e te chama veloz
Vem, vem ser (vencer) kizombola
Venha ver que bonito prazer infinito Kizomba
Kizomba retrata principio da vida
E a dignidade de um povo sofrido
Kizomba retrata realidade viva
Menino de rua não pode morrer
Você vai ter que entender
Não pode morrer
Você vai ter que me entender
Não pode morrer

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Da vida na zona oeste carioca e da faculdade de História no início da década de 80 Mombaça traz a consciência social. Da vivência como músico de noite ganha o tom romântico. As temáticas navegam entre os dois assuntos que se esbarram. Mombaça canta por um mundo melhor na política “Mandelas”, mas segue romântico em “Entre nós” que - irresistível - cita Abdias do Nascimento, fundador de um importante movimento negro.

A bandeira negra também é levantada na ótima “Na serra da nossa barriga”, em que aproveita para homenagear um timaço de colegas que inclui desde Paulinho da Viola até Seu Jorge: "Todo mundo aí", garante. Em “Reparação” Mombaça fala sobre as desigualdades: "Os filhos da mãe África exigem reparação". "Por debaixo da pele somos todos iguais".

A música de Mombaça tem ...

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