Mc ColibriTravesseirinho (DJ Stáy)52.114 plays
Publicidadeiniciando próxima música em Pular anúncio
Publicidade
Publicidade
pular anúncio
1 / 38

Release

Ex-puxador de escola de samba, MC Colibri faz sucesso nos bailes com funks divertidos e que grudam no ouvido feito chiclete.

Quem conhece diz que ele é imprevisível. Não é para menos: MC Colibri saiu do mundo do samba para o funk e tomou de assalto as paradas - e também o vocabulário de muita gente. Difícil é sair por aí e não escutar um ‘quer bolete?’. Mas ele faz questão de lembrar que o humor é fundamental. “Nos bailes, os meninos chegam e dizem ‘Colibri, você desinibiu a mulherada!’”, diverte-se o MC, de 35 anos.



Nascido na Serrinha, em Madureira, Pedro Jorge Lopes já atendeu como Pedrinho Colibri. “Fui puxador da Império Serrano e da Portela e segundo puxador com o Neguinho da Beija-Flor”, enumera. “Mas o funk me abraçou e virei só MC Colibri. O engraçado é que até hoje participo de rodas de samba com Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz”, completa ele, que agora mora na Barra da Tijuca.



A inspiração para mandar o “Quer bolete?” surgiu, quem diria, da pequena Sindy Ohana. “Escutei a música da chupetinha, que ela cantava. Pensei que ela podia ser pequena, mas outras já cesceram e não podem mais usar chupeta, senão vão ficar com dentinho de coelho”, faz graça Colibri. Foi aí que surgiu a ordem para abrir a boca e chupar bolete, “que é aquela bala que vira chiclete”, faz questão de deixar bem explicado o MC.



Osucesso o pegou de surpresa. “Não esperava esse impacto todo e o sucesso dessa maneira. Aconteceu de repente. Como disse, o funk realmente me abraçou”, comemora Colibri. Ele diz que o bolete é “uma forma de carinho, não agressiva”. “Os caras dizem que as meninas agora têm um álibi para passar uma cantada neles também, e que sempre perguntam ‘Qué bolete?’ ”,conta. Desenhista e escultor, Colibri vive de cantar, mas já trabalhou em feiras e aviários. “As comunidades me descobriram e sempre me apoiaram. Foi aí que pessoas de fora começaram a ouvir o meu som”, diz ele, que ganhou apoio também de Alex, do grupo Força do Rap. “O funk é criticado, mas dá muitas oportunidades e tira muita gente da marginalidade”, fala sério Colibri. O MC já compôs para MC Marcinho, de quem diz ser fã. “Gosto dele, do Menor do Chapa. A oportunidade é lançada, as pessoas agarram com dignidade. Foi o que eu fiz”, completa.

Influências