Karola NunesFlora22.513 plays
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Francinildxs

Marcelo Siqueira/Karola Nunes

Quentin Tarantino não a conheceu
Nem Francis Coppolla ouviu falar
Chico Buarque poderia até cantar
Mas Beatriz não ia gostar
Luiz o Gonzagão ia criar só para ela
Um verso muito lindo, pra moça que é tão bela
Zeca Baleiro ia mandar telegrama, dizendo largo tudo, vem ser a minha mama
Che largaria a tal revolução
Pra ver a criatura que é pura paixão
Beleza diferente, tá sempre sorridente
Mas se esquece que o importante é a mente
Diz que adora Dostoyevisk, Karl Marx é o seu Deus
Sobre o socialismo ela nada leu
Coloca na internet que ama Maria Rita
Mas faz check in nos eventos da Anitta

Êêê Francinilda
Lê orelha de livro todo dia pra tentar impressionar
Êêê Francinildo
Menino lindo mas beleza se esconde quando começa a falar

Ouviu dizer que ser hippie é bacana
Mas não conhece a tal Marijuana
Diz que adora poesia de Drumonnd
Mas dos textos de José só conhece uma frase
A parte da cultura é a que abre no jornal
Mas o que lê mesmo é a coluna social
Fala para todos que Neruda genial
Mas nem sabe quem escreveu Canto Geral
Ama Caetano porque decorou Sozinho
Podres Poderes, nunca ouviu não
Fala para todos que adora sushi
Mas seu prato preferido, é frango com pequi

Êêê Francinilda
Lê orelha de livro todo dia pra tentar impressionar
Êêê Francinildo
É hashtag que ele põe antes do nome quando tem que assinar

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No cerrado matogrossense, Karola Nunes, semeia seu terreno sonoro. Acadêmica do curso de Música da UFMT, mas formada pelos palcos da noite, Karola transita por diversos gêneros e reflete essa miscelânea brasileira. Se, questionada, não sabe se enquadrar num estilo. Isso porque, com influências do baião do pai paraibano, da MPB tão presente nos repertórios dos bares e da paixão pelo reggae, a cantora e instrumentista, quer mesmo, é brincar com as sonoridades brasileiras.
Os ritmos que acompanham suas composições são resultado da vivência cotidiana e de suas aventuras sonoras. Karola integrou a banda Marakadaje (inspirada no movimento mangue beat), que saiu do cerrado para levar o trabalho autoral para a ilha catarinense (2007). Em seu retorno ao Mato Grosso (2009), integrou o grupo feminino de choro e samba, Bionne ...

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