Francis LopesAmor Pra Eternidade (Inédita)59.146 plays
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    O Pai, O Filho e o Carro

    Daudete Bandeira

    Nesse poema se nota
    Que à força da prepotência
    Os sintomas do rancor
    E os rumos da violência
    Se tornam desordenados
    Na hora que são tomados
    De encontro à inocência

    Um garotinho brincava
    Na frente da moradia
    Enquanto seu pai voltava
    Dos averes que fazia
    Encostava com carinho
    Um automóvel zerinho
    Que comprou naquele dia

    Porém, como a inocência
    De uma criança não sai
    Essa criança caiu
    No que como qualquer outra cai
    Frágil de raciocínio
    Com pedaço de alumínio
    Riscou o carro do pai

    E continuou riscando
    Sujando o carro de barro
    Quando seu pai viu aquilo
    Gritou, brigou deu esparro
    E com gesto de vingança
    Pegou a mão da criança
    Bateu com força no carro

    Feriu a mão da criança
    Numa pancada brutal
    E daquele ferimento
    Deu um tétano grande mal
    Foi o menino coitado
    Pelo mesmo pai levado
    As pressas pra o hospital
    Chegaram no hospital
    Não existiu outro jeito
    Amputaram do garoto
    O seu braçinho direito
    O pai sem pedir desculpa
    Sentia o peso da culpa
    Fervendo dentro do peito

    Voltaram do hospital
    Lamentando a cada passo
    A mãe sentindo tristeza
    E o filho faltando o braço
    O pai na sobra da calma
    Queimava o manto da alma
    Na fogueira do fracasso

    Em casa perdeu o rumo
    De tudo quanto fazia
    Não olhava mais pra o carro
    Nem comia e nem bebia
    Debruçado numa mesa
    Ouvindo a voz da tristeza
    Gemendo na moradia

    Um dia estava chorando
    Sem ter sossego nem paz
    Veio seu filho enxugar
    Seus prantos sentimentais
    E disse assim papaizinho
    Quando crescer meu braçinho
    Seu carro eu não risco mais

    Quando ele ouviu essa frase
    Não pode mais suportar
    Preparou o suicídio e disse
    Eu vou me acabar
    Minha viagem está pronta
    Irei pagar minha conta
    Do tanto que deus cobrar
    Minha viagem está pronta
    Irei pagar minha conta
    Do tanto que deus cobrar

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    Francis Lopes, piauiense de Santo Inácio do Piauí-PI, nasceu dia 07 de agosto, na localidade Patos, hoje pertence ao município de Floresta do Piauí-PI. É filho de seu Pedro Lopes e dona Mariana e é o quinto filho de uma família de nove irmãos.


    Em 1981, seus pais mudaram-se para a cidade de Simplício Mendes-PI com toda família, onde moram até hoje. Tem mais dois irmãos conhecidos no estado do Piauí: Zé Lopes, ex-Prefeito da cidade de Simplício Mendes-PI, com dois mandatos e Avelar Lopes, eleito prefeito da cidade de Floresta do Piauí-PI, em 7 de outubro de 2012. 


    Em 1986 Começou sua trajetória musical em Simplício Mendes participando de shows de calouros. 
    Em 1987 foi morar em Floriano-PI para continuar o 2º grau, coincidentemente na sede da banda “Sementes ...

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