Cabeças de VentoEspanhola11.791 plays
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Contrate

Banda Cabeças de Vento

(16) 3308-1200 | (16) 9784-7423

Preto no Branco

Caffé

Eu sou negrão por isso sou discriminado
Tem cada branco folgado que não larga do meu pé
Pode ser velho criançinha e adulto
Sempre pinta algum insulto em negrão não botam fé

Os manos Black sempre tem algum defeito
Preto parado é suspeito e correndo é ladrão
Se vai ao banco e mete a mão no bolso
É aquele alvoroço é assaltante o negão

Na escola é tanto vulgo e apelido
O negao fica fudido, mas encara na moral
É chocolate, insulfilme e Tição,
Pau-de-fumo, carvão, fumaça e coisa e tal

É duro ser negão, nessa miscigenação
Preto rico, preto pobre, sempre tem uma zoação
É duro ser negão num país tão desigual
Preto novo, preto velho, tem que ter cara de pau
É duro ser negão num país do preconceito
Qualquer preto ou minoria nunca merecem respeito
É duro ser negão num país como o Brasil
Qualquer dia a gente manda tudo a puta que pariu
Na escola neguinho passa vergonha,
Pois ele sempre tem maconha da boa para vender
No restaurante chic nem se pode entrar
O garçon vem avisar não temos nada pra comer

É no trabalho, na família ou na viagem
Sempre rola sacanagem e insultam o negão
Furou pneu, alguém já vem dar pitaco
Não precisa de macaco, pois o carro é do negão

Na faculdade, buscando a igualdade
O negão paga mais caro pro diploma ostentar
Ou faz Enem e aproveita a sua cota
Ou cai na mira da rota e não se cansa de apanhar

É duro ser negão, nessa mestiça nação
Preto feio, preto lindo, sempre tem uma zoação
É duro ser negão num país continental
Preto bom, preto ruim, pago o pato em geral
É duro ser negão nesse país tão sem rumo
Preto burro, preto esperto,
Bobeou caiu entrou no fumo
É duro ser negão, mas seguimos nossa luta
Amamos esse país tão filho da Africa!

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Release

A idéia de juntar o humor à música, também não é novidade no Cabeças de Vento. As primeiras letras foram compostas em 1995, porém, só eram apresentadas em churrascos e confraternizações da galera. Com o fenômeno Mamonas Assassinas, resolvemos tirar as letras dos armários e modificar o estilo de som que nós faziámos até então, por acreditar que também teríamos espaço para o nosso trabalho. A primeria formação ocorreu em 2000. Alguma formações depois, o grupo chega a sua composição definitiva, unindo velhos e novos amigos em torno de uma mesma proposta: castigar os costumes pelo riso. Esse é o diferencial de nossas letras, que são irreverentes, sem perder a criticidade. O CRÉU foi uma das molas propusoras que nos enconrajou a tirar das gavetas e de nossas mentes estapafúrdias ...

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