Santo Guerreiro

Michel de Moura/ Paulo César Pinheiro

Não sei de onde ele veio
Mas ensinou-me bastante
Fez-me enterrar o diamante
Fez-me plantar o centeio
E ele não tinha receio
Das ordens do comandante
Varava todo quadrante
Furava todo bloqueio
Tinha uma paz no semblante
E uma coragem sem freio
No coração um anseio
De organizar o levante
Pra quem mostrava-se alheio
E ao cidadão vacilante
Ele era mais vigilante
Falava mais sem rodeio
Guerreiro as vezes achei-o
As vezes santo atuante
De qualquer jeito um gigante
Líder e pai de seu meio
Queria vê-lo farsante
Desmascarado em torneio
Mas tudo foi devaneio
Foi tudo um sonho distante
A delação logo veio
Depois a força volante
Toda tortura humilhante
E o cruciante passeio
E o povo inteiro diante
De sua dor e alheio
Ele que vinha do seio
Do povo que fora amante
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Morto caiu, corpo em cheio
Mas viverá doravante
Virá seu filho adiante
Tal como um dia ele veio

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Release

A banda NÃ acaba de lançar seu segundo trabalho “Antes que só umquase”, nas principais plataformas de streaming. O disco foi produzido pelo próprio grupo e gravado, mixado e masterizado por Fernando Sanches e Eric Yoshino no Estúdio El Rocha, em São Paulo. Mais dançante, mas sem perder o tom afiado das letras, o álbum conta com participações de Alessandra Leão, Maurício Takara e Valério.

As referências sonoras múltiplas alinhadas a coros polifônicos, improvisações e textos filosóficos presentes em Farpa, primeiro álbum da banda, permanecem no novo trabalho, porém os músicos consideram “Antes que só um quase” um disco mais alinhado à ideia de “canção”, feito no calor das horas dos até então improváveis retrocessos sofridos no campo da política e da cultura. Carrega, assim, as dúvidas e incertezas inerentes ...

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