Reinventar O Talvez

Michel de Moura

Me lembro agora. Quase fomos felizes. Me lembro
Bem mais que um sonho. Quase sucesso. Quase troféu
Bem mais que um passo. Dançava-mos a valsa delirante dos tolos
Quase dormi, feliz apaguei, frenesi viajei
De repente o chão se abriu
Bem na vez em que a gente sonhava
Quanto tempo passou nem me lembro
Quanto tempo eu nem vi

Bem mais que um só, éramos cem, éramos mil, um milhão
Me lembro agora, quase progresso, quase avanço, sem ranço
Bem mais que sombra, dançava-mos bronzeados ao sol
Quase esqueci, revés apaguei, feliz, relaxei
De repente vc mudou
E eu cego nem reconheci
Quem foi que transformou quase tudo em nada?
Alguém sabe? Alguém viu?

Parou de frente a TV, não gostou do que viu
Aqui quem pagou pra ver, quase sempre, sumiu
Bem mais que um decidiu
Pensou um passo a frente, mas andou para trás
Buscou um passo pro lado, foi difícil, mas fez
Reinventar o talvez

Deixou tudo que não vale nada
Praticou sete pecados
Confessou sete segredos
Que desabou
Levantou e

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Release

A banda NÃ acaba de lançar seu segundo trabalho “Antes que só umquase”, nas principais plataformas de streaming. O disco foi produzido pelo próprio grupo e gravado, mixado e masterizado por Fernando Sanches e Eric Yoshino no Estúdio El Rocha, em São Paulo. Mais dançante, mas sem perder o tom afiado das letras, o álbum conta com participações de Alessandra Leão, Maurício Takara e Valério.

As referências sonoras múltiplas alinhadas a coros polifônicos, improvisações e textos filosóficos presentes em Farpa, primeiro álbum da banda, permanecem no novo trabalho, porém os músicos consideram “Antes que só um quase” um disco mais alinhado à ideia de “canção”, feito no calor das horas dos até então improváveis retrocessos sofridos no campo da política e da cultura. Carrega, assim, as dúvidas e incertezas inerentes ...

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