Contrate

Alexey Rickmann

Nada

Alexey Rickmann

Tudo me faz lembrar você.
A noite inteira passa sem querer.
Desligo a TV.
Tudo disfarça a solidão.
A noite inteira passa sem razão.
Eu sonho com você.

As cartas pelo chão, o copo vazio;
Sem nada pra me dizer.
As frases curtas nos restos de solidão.
Nunca vou esquecer.

Os dias frios, o tempo esguio, o seu olhar.
Na onda calma, à luz da alma ao fim do mar.
Tentei fluir, tentei seguir você.
Na praia escura a luz da lua me faz te ver.

Eu vejo o esboço do seu olhar.
Te vejo à distância em qualquer lugar.
É tão triste não te ter.
Às vezes dispenso a solidão.
Eu ando nas ruas só pra dizer não;
Há nada sem você.

Os dias mais frios, o tempo escapa em mim.
Um dia à calma, um dia ao fim.
Se tudo não serviu, se você não me viu.
Eu te esperei aqui, no silêncio frio.
No espelho o tempo que não se sentiu.
Se assim eu passo dando um passo à frente.
Se eu não disfarço o maço transparente.
Se o espaço invade de repente e faz esquecer.

Se não há mais nada, não há nada mais, não há ninguém aqui.
Se não há mais nada, não há nada mais do que você aqui.

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Na virada do milênio, o produtor e músico Alexey Rickmann, ainda trabalhando com um dos principais ritmos dos anos 80, o tecnopop inglês, estilo musical que o incitou à música em 1988, percebeu que algo faltava em seu intimista e produtivo submundo. Sentia-se incompleto na essência de sua arte, fosse por falta de atitude, técnica, originalidade, ou por estar desconcertadamente atordoado em meio a ideias que boleavam os pensamentos e o faziam voltar repetidas vezes ao ponto de partida. Mas já se fazia hora de mudar, seguir em frente; ele sentia isso. Precisava buscar algo que preenchesse os espaços e desse um pouco de humanidade aos já definidos perfect beats do pop eletrônico da sua vida. Aproveitando-se de um espírito de transformação que preenchia a atmosfera na virada do milênio ...

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