Penumbra

Adolpho Guiroto

Deitado no escuro de olhos fechados e a mente rodando a mil
Eu sinto o gelado nos pés e no peito o ar entra e sai frio
De corpo presente, ideias no passado e medo no que há por vir
A lágrima rola transgride e transborda. Não tem como dormir

Pupila dilata, enxergo detalhes em meio a escuridão
A dor quase jorra de dentro pra fora
Não tem escapatória, estou afogado

Na penumbra
Na penumbra
Na penumbra
Na penumbra

A solidão sempre comigo virou até minha armadura
Finjo que não me importo pra esconder a própria amargura
Tempo e espaço perdem compasso no meio da confusão
Finjo valer a pena tentando enganar minha frustração

Pupila dilata, enxergo detalhes em meio a escuridão
A dor quase jorra de dentro pra fora
Não tem escapatória, estou afogado

Na penumbra
Na penumbra
Na penumbra
Na penumbra

Alguém, por favor, me estenda a mão
E me salve, me salve
Dessa angústia de existir

Na penumbra
Na penumbra
Na penumbra
Na penumbra

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Adolpho canta desde os 15 anos na noite e mais recentemente vem trabalhando num projeto autoral solo. Foi integrante durante mais de 3 anos na banda SOS '96 - sucesso de acessos no PalcoMP3 e continua vocalista da banda Kako de Telha performando em variados eventos na região paranaense. Bota sua voz pra fora pra cantar qualquer coisa que sinta em forma de música. Suas composições refletem as ânsias de uma geração jovem que se sente deslocada em busca de um lugar pra si no mundo. Músicas como "Dias de Cão", "Fracasso", "Penumbra" refletem diretamente as ansiedades de uma mente caótica que traduz a dor em melodia.